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Os benefícios do bom e velho chá da tarde


Porquê falar do chá apenas no inverno? O hábito de beber chá é uma arte milenar e sabe bem quente, frio, no verão e no inverno! O chá é multicultural, está presente em todo o mundo e pode ser consumido de diferentes maneiras e por diferentes razões.

Mas sabia que nem tudo o que chamamos de chá de facto o é?

Na verdade, “chá” é o nome popular dado à planta Camellia Sinensis, por isso, tradicionalmente, as bebidas conhecidas como chás são apenas aquelas preparadas através da infusão desta erva. Por isso, todas as outras bebidas preparadas com água quente e diferentes plantas são chamadas de infusões.

Mas, ao longo dos anos, o bom e velho chá da tarde tornou-se uma bebida de caráter social, e dezenas de outras infusões surgiram para suprir a procura do mercado. É por isso que todas as infusões de folhas, flores e raízes passaram a ser chamadas, genericamente, de chá.

A utilização de diferentes ervas é uma das mais antigas formas de prática medicinal da humanidade. Isso porque, de modo geral, as ervas são ricas fontes de compostos biologicamente ativos, como flavonoides, alcaloides, vitaminas e sais minerais que trazem vários benefícios à saúde. Explico-lhe a utilização de cada uma aqui.

Os polifenóis, popularmente chamados de taninos, são excelentes antioxidantes capazes de exercer um efeito positivo contra os radicais livres, e ajudam a evitar o envelhecimento precoce.

Já a família dos alcaloides tem como principal representante a cafeína. Além do efeito energético, a cafeína tem também propriedades diuréticas, e pode exercer efeitos positivos ao nível da retenção de líquidos. Ela também estimula a atividade cerebral por um curto período e auxilia na concentração.

Por sua vez, as vitaminas e os sais minerais complementam essa mistura poderosaEstes micronutrientes atuam na regulação do metabolismo como um todo, favorecendo a ação de proteínas essenciais responsáveis pelo desenvolvimento e pela regulação dos sistemas imunológico, cardíaco, nervoso, hormonal e gastrointestinal.

Mas, para que todas essas propriedades se mantenham, é preciso que a bebida seja preparada da maneira correta e, para isso, existem dois métodos. O primeiro e mais tradicional é o método de infusão, no qual se utiliza folhas e flores emergidas em água a ferver a fim de se extrair os seus princípios ativos. O segundo é o processo de cocção, utilizado para as raízes, os caules, as sementes ou as cascas da planta, no qual os ingredientes fervem junto com a água por alguns minutos.

Parecem-lhe boas razões para adotar no dia-a-dia o bom hábito de beber um chá ou uma infusão? Não há hora marcada nem regras rígidas – tome o chá ou a infusão que preferir, mas lembre-se de apreciar o verdadeiro sabor daquilo que está a beber, ou seja, nada de açúcar, pode ser?

Caso tenha hipertensão, deverá moderar a ingestão de chá preto, verde, branco e vermelho – chás que derivam da mesma planta e que possuem a teína, um equivalente à cafeína, na composição. Nestes casos, poderá optar por uma infusão de erva-cidreira, tília, camomila, entre outras.

Sabia que é possível usar na culinária uma planta tradicionalmente usada para fazer chá?

Já ouviu falar no arroz de carqueja? É um prato de arroz que acompanha muito bem peixe ou carne assada e é super simples de preparar.

Faça uma infusão de carqueja, deixando a planta descansar em água fervida durante cerca de 15 a 20 minutos. Depois é só utilizar esta infusão para substituir a água que iria usar para cozinhar o arroz.

Simples, não é?

Fico à espera que experimente e me conte!

P.S.: O outono está a chegar, e com ele começa a diminuir a ingestão de líquidos, mas não esqueça que a nossa máquina precisa de andar sempre bem hidratada no verão e no inverno – use estas dicas para ir variando os sabores da sua água diária!

Com carinho,

Sandra Ribeiro

Nutricionista

Autora do eBook 45 Receitas Saudáveis para Mulheres Felizes!

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