Dicas de Nutrição

Tudo na vida é uma questão de decisão [e ação]!


Quando foi a última vez que não pensou, não decidiu e não agiu sobre algo e, mesmo assim, aquilo que desejou aconteceu?

Pedir um desejo às estrelas é algo que funciona muito bem nos filmes, mas, na vida real, quando olhamos para trás, notamos que as nossas conquistas são fruto da nossa intenção e da nossa ação.

Vou partilhar consigo a história de uma paciente:

D. era uma senhora de 62 anos, com 1,50m e 82kg. D. tinha problemas de locomoção, agravados pelo peso excessivo nas articulações, era hipertensa, pré-diabética e com o colesterol e os triglicerídeos elevados. Já tinha passado por diferentes profissionais e por diferentes “dietas”. Neste processo havia sempre um elemento comum: a sua desmotivação precoce e o facto de desistir de tudo em pouco tempo. Para D., tudo era um problema, a sua relação com a comida e o peso nunca tiveram um vislumbre de algo positivo – ou era a família que não a apoiava, ou era o corpo que não a deixava emagrecer, ou era o facto de engordar até com o ar que respirava. Tudo era motivo para iniciar e logo depois parar, porque essa era uma forma de confirmar sua crença de que nunca seria capaz de emagrecer.

Este é um daqueles casos em que tinha tudo para dar errado de novo, ou então, vendo por outro prisma, tinha tudo para dar certo se fizéssemos a coisa com “jeitinho”.
Era importante perceber onde D. estava, onde queria chegar e traçar essa rota. Ao longo do seu processo de emagrecimento, respondemos às seguintes questões:

  1. Qual é a minha dor maior? A dor da estagnação, do descontentamento com o meu peso e o meu corpo, ou a dor da caminhada? Qual me vai fazer sofrer por mais tempo? Estar eternamente descontente com o meu peso e as suas consequências ou fazer um esforço temporário que me vai fazer chegar a uma situação mais confortável e onde estarei mais em paz e em equilíbrio comigo?
  2. O que é necessário para chegar ao objetivo que desejo? Qual é o caminho mais reto? Qual é aquele que tenho menos hipóteses de errar? Qual é o caminho que me vai dar mais satisfação? Quais são os meios de que preciso para que não me perca ao longo desse caminho?
  3. O que fazer quando chegar ao meu destino? O que fazer no futuro? Como manter a constante sede de evoluir e não retroceder neste caminho?

Um estilo de vida saudável não é um estado, não é algo estático – é um caminho. Um caminho que se percorre todos os dias, e o maravilhoso dessa caminhada não é ansiarmos pelo destino final, mas sim apreciarmos a beleza da paisagem percorrida e valorizar cada passo dado rumo ao objetivo.

D., apesar de todas as suas convicções negativas acerca da sua capacidade em perder peso, permitiu-se seguir esse caminho. Permitiu-se ser orientada durante o percurso, permitiu-se refletir sobre a causa de suas convicções negativas, permitiu-se fazer reflexões que nunca tinha feito e, com isso, perceber o que a estava a travar. Permitiu-se ver, valorizar e celebrar os resultados dessa nova abordagem sobre o seu peso e a sua saúde.

Sabe qual é a forma mais fácil para chegarmos aonde queremos? Em linha reta!

Quando andamos aos avanços e recuos e nos perdemos em encruzilhadas gastamos energia e perdemos o norte. Procure a sua bússola. Procure alguém que a possa orientar nessa jornada e, a partir desse momento, aprecie cada passo. Mantenha-se firme, não queira resultados instantâneos e permita-se mudar a sua vida como D. também fez.

D. perdeu 12kg de massa gorda, diminuiu a pressão sobre o coração, normalizou os valores de glicemia e atingiu níveis de colesterol e triglicerídeos que já não tinha há anos. D. voltou a caminhar com menos dor e a subir novamente as escadas que tanto receava.

Será que 12kg era o que necessitava perder para atingir o peso saudável? Não. Precisava de um pouco mais, sim, mas este foi o objetivo que definimos. Precisamos de atingir sempre o ideal na vida? Depende. Neste caso, analisando a história clínica e o passado de desmotivação e insatisfação constantes e tudo aquilo que D. mudou no seu padrão de pensamento e comportamentos e todas as suas conquistas e melhorias no seu bem-estar emocional e físico, penso que não há margem para dúvidas que nem sempre precisamos de atingir o ideal. Às vezes, quando queremos o ótimo e o julgamos impossível, esquecemo-nos de que o bom já fará uma grande diferença nas nossas vidas e isso impede-nos de agir.

Temos que ser perfeitas? Eu acho que não!

Em vez de pensar em perfeição, pense em ação!

Se pensa assim também, escreva aqui nos comentários, e se há alguma coisa que a está a impedir de dar os primeiros passos no seu caminho, eu quero saber. Escreva nos comentários ou por mensagem privada se se sentir mais confortável!
E se leu este texto enorme até ao fim é porque este é um assunto para o qual também é sensível. Saiba que não é a única pessoa a passar por isso e que as mudanças são possíveis sim!

Tudo é possível, basta querer e agir!

Um beijinho do coração 🙂

Sandra Ribeiro

Nutricionista

Autora do eBook 45 Receitas Saudáveis para Mulheres Felizes!

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